CMPC assina contrato para terminal de R$ 1,5 bilhão no Porto do Rio Grande

A CMPC vai investir cerca de R$ 1,5 bilhão na instalação de um novo terminal privado de celulose no Porto do Rio Grande . O projeto avançou nesta sexta-feira (11) com a assinatura do contrato de cessão da área da União onde será construída a estrutura, que terá capacidade para movimentar até 9 milhões de toneladas por ano.
A formalização ocorreu durante evento realizado no Campus Viamão do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) . A cerimônia contou com a participação da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, além de representantes da CMPC e da Sagres/Neltume.
O Terminal Rio Grande do Sul S.A. será instalado em uma área de cerca de 400 mil metros quadrados e ficará responsável pelo escoamento da produção de celulose da companhia. A cessão onerosa terá prazo de 25 anos, com possibilidade de renovação .
A área destinada ao empreendimento estava anteriormente ocupada pela Queiroz Galvão e já havia recebido outra destinação, mas o projeto não avançou. Após a retomada do terreno pela União e a conclusão dos procedimentos necessários para a nova cessão, o espaço será utilizado para a instalação do terminal.
“É um terreno que vai ser destinado para a instalação de um terminal de uso privado. Ele já havia tido uma destinação anterior, mas o projeto não avançou. A gente recuperou esse terreno e agora vai dar a ele um uso que vai ajudar a viabilizar um investimento de quase R$ 25 bilhões no Estado do Rio Grande do Sul”, celebrou Esther.
O terminal integra o Projeto Natureza , principal investimento da CMPC no Estado, que prevê R$ 27 bilhões em aportes em infraestrutura e logística. Desse total, c erca de R$ 1,5 bilhão será destinado à estrutura em Rio Grande .
Estrutura terá quatro berços
A área destinada ao terminal soma 412,5 mil metros quadrados , dos quais aproximadamente 273,5 mil metros quadrados estão em terra e 139 mil metros quadrados correspondem à área sobre a água. A estrutura deverá contar com quatro berços: dois para recebimento de barcaças e outros dois destinados a navios oceânicos.
A operação será dedicada à movimentação de celulose . A carga chegará ao Porto do Rio Grande por barcaças, utilizando a hidrovia formada pelo Guaíba e pela Lagoa dos Patos. No terminal, os fardos serão descarregados, armazenados e posteriormente embarcados nos navios responsáveis pelo transporte da produção ao mercado externo.
Segundo a CMPC, a estrutura terá capacidade planejada para movimentar até 9 milhões de toneladas de celulose por ano entre a descarga das barcaças e o carregamento dos navios.
“O Terminal Rio Grande do Sul trará benefícios significativos para a cidade de Rio Grande e região, com a geração de cerca de 1,2 mil oportunidades de trabalho durante a construção e 450 durante a operação”, afirmou o vice-presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da CMPC, Augusto Robert.
Além da capacidade adicional de movimentação de cargas, a empresa aponta que o projeto deverá reduzir gargalos e aumentar a eficiência do transporte da celulose até o mercado internacional . A utilização de barcaças também insere a hidrovia como uma das principais etapas da logística associada à expansão da companhia no Rio Grande do Sul.
Durante a implantação do terminal, a expectativa é de geração de aproximadamente 1,2 mil postos de trabalho . Depois da entrada em operação, a estimativa é de 450 empregos diretos. A projeção apresentada anteriormente pela companhia também considera mais de 2,1 mil postos indiretos associados às atividades portuárias e logísticas.
A CMPC afirma ainda que as intervenções relacionadas à navegabilidade e ao aumento do calado poderão beneficiar outros usuários do Porto do Rio Grande, ampliando a capacidade logística do complexo portuário.
Publicado em Jornal do Comércio



