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Economia circular e sustentabilidade: o exemplo do setor de árvores cultivadas

Descubra como o modelo de economia circular impulsiona a sustentabilidade e a eficiência produtiva no setor brasileiro de árvores cultivadas.
15/04/2026

A sustentabilidade no setor de árvores cultivadas brasileiro encontra sua expressão mais prática na economia circular. Esse modelo de produção e consumo, que prioriza a circularidade dos recursos e a eliminação de resíduos, é um dos principais vetores pelos quais a indústria florestal avança em suas metas ambientais e apresenta resultados concretos, consolidando-se como um exemplo de setor alinhado ao desenvolvimento sustentável e à nova economia verde.

A bem-sucedida e intrincada cadeia da reciclagem

Sustentabilidade começa com a consciência de que, sempre que possível, todo descarte deve dar início a novos ciclos. O papel é, por sua própria natureza, um produto com pós-uso marcado pela circularidade. No Brasil, essa característica se reflete em indicadores expressivos: a taxa de reciclagem de aparas (papel que retorna ao processo industrial para a fabricação de novos produtos) é de 59,1%, uma das mais elevadas do mundo.

Este índice elevado é resultado direto de uma engrenagem que viabiliza a cadeia de reciclagem e potencializa seus impactos:

  • Consumo consciente: a participação do consumidor no descarte adequado é o ponto de partida para evitar que materiais se acumulem em aterros.
  • Cadeia humana: o trabalho conjunto entre empresas, cooperativas e catadores garante que a fibra de celulose permaneça em movimento e retorne ao processo industrial.
  • Substituição de fósseis: ao contrário das embalagens de origem fóssil e uso único, que persistem no ambiente por séculos, os produtos de base florestal são biodegradáveis e têm origem renovável.

Compromisso industrial com resíduo zero

Para o setor de árvores cultivadas, a sustentabilidade não se limita às características do produto final, estando presente em toda a cadeia produtiva. A economia circular é aplicada nas plantas fabris por meio do compromisso com o Aterro Zero. Cerca de 57% das empresas associadas à Ibá afirmam implementar iniciativas para eliminar o envio de resíduos para aterros industriais, promovendo a valorização de coprodutos gerados nos processos produtivos, como celulose e papel.

Nesse modelo, resíduos são convertidos em fertilizantes ou corretivos de solo, retornando às áreas de plantio e fechando o ciclo produtivo. Além disso, a recuperação química de insumos permite que a indústria produza mais com menos recursos. Projetos de referência, como a unidade Puma II (Klabin), o Projeto Star (Bracell) e a nova fábrica da Suzano em Ribas do Rio Pardo, já operam sob essa lógica de eficiência, circularidade e descarbonização.

Bioenergia: circularidade que move a indústria

A circularidade também está altamente presente na geração de energia limpa pelo setor. Em especial, o licor preto, coproduto rico em lignina e obtido a partir da fabricação de celulose e papel, é o responsável pela geração da maior parte da energia que as fábricas desses segmentos consomem. Por meio das caldeiras de recuperação, esse material é transformado em vapor e eletricidade, contribuindo para que cerca de 90% da energia consumida pelas fábricas do setor venha de fontes limpas e renováveis. Essa autonomia não apenas reduz a pegada de carbono da indústria, como permite que muitas fábricas exportem o excedente de energia verde para a rede elétrica nacional, auxiliando na sustentabilidade energética de todo o país.

Quer aprofundar seu conhecimento sobre estes indicadores? Acesse o Relatório Anual da Ibá e descubra como circularidade e sustentabilidade prosperam juntas na indústria florestal.

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