Celulose de fibra curta brasileira é consumida por 4,3 bilhões de pessoas

O setor brasileiro de árvores cultivadas alcançou uma marca histórica: o volume de celulose de fibra curta (BHKP) comercializado em 2025 passou a corresponder a um consumo médio anual de 4,3 bilhões de pessoas. Esse número, baseado em levantamento estatístico da Ibá, dimensiona o alcance potencial da produção nacional e reforça a relevância do Brasil nas cadeias globais de higiene, saúde, educação, embalagens e bioprodutos presentes no cotidiano de bilhões de pessoas em diferentes regiões no mundo. Em termos econômicos, o setor somou US$ 14,9 bilhões em exportações em 2025.
Em termos de volume, o Brasil atingiu uma produção total de 29,4 milhões de toneladas em 2025, um recorde histórico. O grande protagonista desse desempenho é a celulose de fibra curta, com 26,1 milhões de toneladas produzidas em 2025.
O que é e como é feita a celulose de fibra curta
Todos os dias, o setor de árvores cultivadas planta cerca de 2,2 milhão de árvores. A celulose de fibra curta é uma matéria-prima renovável obtida a partir do cultivo do eucalipto. O processo de produção começa no campo, com técnicas de manejo florestal sustentável. O chamado cultivo em mosaico, que intercala áreas produtivas e conservadas, é um padrão estabelecido do setor e é essencial para preservar a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos. Após a colheita do eucalipto, a madeira é descascada e picada em pequenos cavacos.
Esses cavacos passam por um processo de cozimento em grandes digestores, onde agentes químicos separam as fibras de celulose da lignina, a substância que dá sustentação e une as fibras da árvore. Após a lavagem, o processamento e o branqueamento, a fibra que resulta de todo o processo é secada e reunida em fardos.
A fibra curta do eucalipto é valorizada globalmente por ser macia, opaca e ter alta capacidade de absorção, características fundamentais para a produção de papéis que exigem excelente qualidade de impressão ou conforto ao toque.
Uma fibra, muitos produtos
A versatilidade da celulose de fibra curta permite que ela esteja presente em itens essenciais do cotidiano. Destacam-se alguns dos produtos florestais nos quais essa fibra é indispensável:
- Saúde e higiene (tissue): devido à sua maciez e alto poder de absorção, é a principal matéria-prima para papéis higiênicos de folha dupla e tripla, lenços faciais, toalhas de papel e guardanapos.
- Educação e cultura: garante a opacidade e a lisura necessárias para papéis de imprimir e escrever, utilizados em livros, cadernos, envelopes e impressos de alta definição.
- Logística e delivery: é utilizada na produção de papelcartão para embalagens de cosméticos, alimentos e remédios, além de copos e canudos biodegradáveis.
- Barreiras e inovação: microcelulose e nanocelulose aplicadas como biobarreiras em embalagens sustentáveis e em componentes especializados que substituem aquelas de origem fóssil.
Os produtos de origem florestal impulsionam uma economia de baixo carbono. As árvores cultivadas capturam CO2 da atmosfera durante o seu crescimento, e os bioprodutos resultantes estocam carbono, são renováveis e biodegradáveis, agindo como elementos essenciais de uma economia mais verde.
Conheça mais dados sobre o setor no Relatório Anual da Ibá.


