Como o modelo florestal da Veracel integra produção e conservação

A conservação da natureza no setor florestal tem se consolidado em torno de um conceito fundamental: a promoção contínua de serviços ecossistêmicos. Muito além de apenas proteger áreas verdes de forma isolada, o desafio atual é criar paisagens onde atividades produtivas e a vitalidade do meio ambiente coexistam. No sul da Bahia, no contexto da Mata Atlântica, o modelo adotado pela Veracel ilustra como essa integração acontece na prática.
Em uma área de cerca de 200 mil hectares, a empresa aplica a proporção de “um para um”: para cada hectare de cultivo sustentável de eucalipto, há outro destinado à conservação. São mais de 100 mil hectares de áreas naturais que contribuem para a manutenção de serviços ecossistêmicos, com destaque para a RPPN Estação Veracel. Reconhecida pela UNESCO como Sítio do Patrimônio Mundial Natural, essa reserva de 6 mil hectares atua como um polo vital para a proteção de espécies ameaçadas de extinção e para a manutenção e pesquisa da biodiversidade regional.
A base dessa convivência é o manejo em mosaico. Nesse sistema, os plantios de eucalipto são intercalados com a vegetação nativa, o que favorece a criação de corredores ecológicos que favorecem o deslocamento da fauna e a conectividade entre áreas de vegetação nativa. As práticas agronômicas no campo reforçam essa dinâmica ecossistêmica: o cultivo mínimo, que mantém os resíduos vegetais para nutrir o solo e reter a umidade, previne a erosão e garante a integridade da terra, somando-se à proibição estrita do uso de fogo nas operações.
Acompanhamento da água e restauração de biomas
A provisão de água em quantidade e qualidade é um dos serviços ecossistêmicos mais sensíveis e essenciais. Para mensurar o impacto do seu manejo, a Veracel integra, há mais de 15 anos, o Programa de Monitoramento de Bacias Hidrográficas (PROMAB/IPEF). Por meio de sensores automatizados, o programa acompanha continuamente parâmetros relacionados à quantidade e à qualidade da água em microbacias com plantios de eucalipto e áreas de mata nativa, gerando informações que apoiam a avaliação dos efeitos do manejo sobre os recursos hídricos.”
Além da conservação e do monitoramento minucioso que embasa suas certificações socioambientais, a recuperação de serviços ecossistêmicos degradados é parte central da estratégia. O Projeto Muçununga, batizado em homenagem a um ecossistema exclusivo da região entre a Bahia e o Espírito Santo, é uma das maiores iniciativas de restauração florestal associada à geração de créditos de carbono de alta integridade no Brasil.
Fruto da parceria entre a Biomas, Carbon2Nature Brasil e a Veracel, o projeto visa recuperar até 1.300 hectares de floresta nativa. Com o plantio estimado de mais de dois milhões de mudas de espécies nativas, como pau-brasil, jatobá e ipê-amarelo, a iniciativa reforça uma atuação voltada não apenas à conservação, mas também à restauração de áreas e à recuperação de serviços ecossistêmicos associados à Mata Atlântica.



