Apicultura e conservação: como as florestas da Sylvamo contribuem para a biodiversidade e a geração de renda

As abelhas desempenham um papel importante na manutenção dos ecossistemas, contribuindo para a polinização de plantas nativas e de diversas culturas agrícolas. Além de sua relevância ambiental, a criação de abelhas pode gerar oportunidades de geração de renda para comunidades rurais, aproximando a conservação da natureza das atividades produtivas.
Na Sylvamo, essa relação faz parte de duas iniciativas que combinam o uso múltiplo das florestas, a conservação ambiental e o desenvolvimento local: os projetos Apicultura Solidária e Verde Mel. Enquanto o primeiro apoia apicultores que atuam no entorno das Unidades de Manejo Florestal (UMFs) da companhia, o segundo incentiva a criação de abelhas nativas sem ferrão e sua contribuição para a polinização e a restauração de áreas florestais, em áreas estratégicas para os serviços ecossistêmicos (e fora das áreas da empresa).
Desenvolvido desde 2011, o Projeto Apicultura Solidária estabelece parcerias com apicultores para a instalação de colmeias em áreas apropriadas das unidades de manejo. A iniciativa permite o acesso à floração do eucalipto e da vegetação nativa, favorecendo a produção de mel e outros produtos apícolas, em alinhamento com os objetivos de conservação e com o planejamento do manejo florestal.
O projeto é realizado em parceria com a Associação dos Apicultores Morada do Sol (APISOL) e a Associação de Apicultores do Alto Mogi a Mogi Mirim (AAPIAM). Ao integrar a atividade ao planejamento operacional das unidades, a Sylvamo busca fomentar alternativas econômicas sustentáveis para as comunidades vizinhas, valorizando o conhecimento dos apicultores e promovendo benefícios sociais diretos. Atualmente, a iniciativa reúne cerca de 37 apicultores e 1.700 colmeias, com produção de aproximadamente 34.500 quilos de mel por ano.
Já o Verde Mel, lançado em 2020 em parceria com a Reenvolver, tem como foco o manejo sustentável de abelhas nativas sem ferrão, também conhecidas como abelhas sem ferrão ou meliponíneos. O programa incentiva a multiplicação de colônias, contribuindo para a polinização, a conservação da biodiversidade e criando oportunidades de geração de renda para produtores rurais no leste do estado de São Paulo e no sul de Minas Gerais, contemplando áreas relevantes da bacia do Rio Mogi Guaçu.
Os participantes recebem gratuitamente colônias de abelhas nativas e capacitação técnica para iniciar e desenvolver a atividade, na condição de estarem promovendo em suas áreas a restauração florestal de áreas nativas – hoje, a totalidade, inclusive, são parceiros do programa Raízes do Mogi Guaçu, voltado à regeneração da Mata Atlântica. A seleção dos produtores considera seu envolvimento com questões ambientais, de modo que a criação de abelhas possa contribuir para fortalecer as áreas em restauração e, ao mesmo tempo, apoiar o desenvolvimento socioeconômico das propriedades e da região.
Até dezembro de 2025, o Verde Mel havia instalado 35 meliponários, estruturas destinadas à criação de abelhas, totalizando 391 colônias, 121 pessoas capacitadas em técnicas de meliponicultura e mais de 22 mil hectares cobertos por polinização do projeto. A iniciativa também contempla atividades de pesquisa e produção de conhecimento, com a publicação de 04 livros voltados à criação e ao manejo de abelhas nativas sem ferrão, às características e aplicações de seus produtos e à valorização do mel por meio de estudos sobre qualidade, identidade e atributos sensoriais.
As duas iniciativas mostram como diferentes atividades podem coexistir nas paisagens florestais e gerar benefícios complementares. Ao apoiar a apicultura e a meliponicultura em conjunto com as práticas de manejo e conservação, a Sylvamo busca ampliar as oportunidades para as comunidades e contribuir para a proteção da biodiversidade, reconhecendo os diferentes usos e funções das florestas.



