CMPC: pesquisas em RPPNs ajudam a entender como todos podem ajudar a natureza a se regenerar

CMPC: pesquisas em RPPNs ajudam a entender como todos podem ajudar a natureza a se regenerar

“Mais do que preservar, nosso planeta precisa que todos façam um esforço maior para buscar, hoje, recuperar o que já foi utilizado pela ação do homem”, explica o diretor-geral da CMPC no Brasil, Mauricio Harger. Reconhecida como a segunda empresa florestal mais sustentável do mundo, segundo o índice Dow Jones, carrega em seu propósito os 3 C’s (Criar, Conviver e Conservar), que são aplicados diariamente, seja na busca por excelência em seus processos, no relacionamento e geração de oportunidades para as comunidades vizinhas, seja no desenvolvimento de ações sustentáveis para toda a sua cadeia produtiva.

Com o objetivo de proporcionar uma mudança real no mundo hoje e assegurar o futuro das próximas gerações, a CMPC investe em diversas iniciativas voltadas ao meio ambiente e mantém suas próprias ações também. Entre elas, destaque para a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Estadual Barba Negra, situada entre a Laguna dos Patos e Lago Guaíba, que fica a aproximadamente 89 km de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Uma RPPN é uma unidade de conservação, criada e mantida por empresas ou proprietários rurais, que carregam por vocação a conservação da diversidade biológica, fauna e flora locais.

A reserva tem cerca de 55 km de extensão, com 2.379,45 hectares. Para administrar toda essa área e ainda promover evolução na preservação das diferentes espécies de animais e plantas que habitam a reserva, a CMPC desenvolveu um plano de manejo que coloca em prática por meio de parcerias com órgãos como IBAMA e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para mapeamento, monitoramento, pesquisa, proteção, fiscalização e fiscalização.

A RPPN já conta com mais de mais de 800 hectares de vegetação em estágio avançado de regeneração. É considerado o lar para 15 espécies da flora do RS ameaçada de extinção. Os estudos realizados no local encontraram 203 espécies de aves, sendo 10 espécies em risco de desaparecer. Entre os mamíferos que habitam a Barba Negra, cinco estão em perigo, são eles: paca, cutia, tamanduá, gato-maracajá e graxaim-do-campo. A parceria com a UFRGS ainda envolve um projeto para preservação da lagartixa das dunas, espécie seriamente ameaçada e que vive na região arenosa da unidade.

“Um futuro sustentável também passa por ajudar a natureza a se fortalecer. Quanto mais pudermos estudar os biomas, a interação entre as espécies e como elas se auxiliam mutuamente para reestabelecimento desse equilíbrio, mais poderemos realizar ações que estimulem essas interações. Todo nosso empenho aqui na Barba Negra está voltado para obtermos e gerarmos mais conhecimento neste tema”, explica Mauricio Harger.

Manejo de áreas degradadas

Atualmente, a CMPC Brasil possui 199 mil hectares de vegetação nativa, onde quase metade precisa de intervenção para a melhoria de suas condições ambientais. Para contribuir com a restauração de áreas degradadas e ajudar os biomas a se regenerarem, a companhia vem utilizando uma técnica que se vale do paradigma da sucessão. Nesta prática, há a colheita de mudas nascidas nos sub-bosques dos talhões comerciais de eucaliptos que passam por um período de manejo e, depois, as mudas e espécies já adaptadas às condições locais são reinseridas nas localidades a serem restauradas. Todo este processo se baseia no potencial de autorregeneração da natureza.

Depois de retiradas da natureza, as mudas são transportadas para um viveiro, onde são catalogadas e tratadas até estarem prontas para o plantio. Atualmente, aproximadamente 80% do total de mudas plantadas pela CMPC nas localidades em regiões a serem restauradas são fruto deste projeto. O resgate das plantas é simples, porém, é preciso estar atento às regras da Legislação Ambiental, que não permite a retirada de mudas de localidades de preservação permanente, por exemplo.