Sala de Imprensa

Setor industrial de base florestal questiona medidas governamentais recentes

A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), associação que representa o setor de florestas plantadas para fins industriais e constituída pelas indústrias de celulose, papel, pisos e painéis de madeira, questiona as recentes medidas governamentais inconstitucionais.
08/06/2018

A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), associação que representa o setor de florestas plantadas para fins industriais e constituída pelas indústrias de celulose, papel, pisos e painéis de madeira, questiona as recentes medidas governamentais inconstitucionais.

A Medida Provisória (MP) nº 832/2018, que institui a Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas e sobre a Resolução ANTT nº 5820/2018 – Tabela de Preços Mínimos, fere a constituição brasileira que garante a livre iniciativa e o mercado livre. Políticas de interferência de preço jamais funcionaram a contento, em nenhum segmento. A Ibá entende que o mercado não pode ser regulamentado por iniciativa de governo através da ANTT.

A decisão unilateral deve impactar o mercado doméstico com pressão de custos em todos os segmentos. No setor de base florestal, por exemplo, o impacto é de um aumento de custos entre 30% e 35%.

A imposição de preços de fretes mínimos é fonte desestabilizadora na cadeia produtiva, o que deve ocasionar efeitos para consumidores, trabalhadores e caminhoneiros, podendo resultar em desabastecimento. A Ibá considera fundamental uma ação governamental para que o fluxo de distribuição seja mantido no mercado doméstico, assim como a logística para os portos e posterior embarque internacional. Essa medida gera, portanto, prejuízo para indústria, governo, consumidores e para o País.

Outro retrocesso foi a mudança do Reintegra, benefício criado para incentivo da exportação, que significará em 2018 uma perda para o setor de US$ 180 milhões. A adoção dessa mudança do Reintegra de forma eminente, como o governo executou, fere ainda dispositivo constitucional que prevê carência de noventa dias para mudanças tributárias.

Por fim, outro impacto negativo foi a reoneração da folha de pagamento que afeta os setores exportadores. Defendemos que a política tributária, como integrante da política econômica, deve ser neutra, simples e estimuladora do desenvolvimento sustentável do país.

A Ibá reforça que a falta de clareza das regras e discricionariedade na sua aplicação pelo poder público resultam instabilidade, excessiva judicialização, redução de investimento, de emprego e de geração de renda.

Notícias mais recentes

Setor de árvores cultivadas defende ampliar diálogo sobre uso de biotecnologias
Sala de Imprensa

Setor de árvores cultivadas defende ampliar diálogo sobre uso de biotecnologias

Icon
Relatório Anual Ibá: Brasil bate recordes na produção e exportação de celulose
Sala de Imprensa

Relatório Anual Ibá: Brasil bate recordes na produção e exportação de celulose

Icon