Embaixador José Carlos da Fonseca Júnior, diretor de Relações Internacionais da IBÁ, participa de reunião da Comex Fieb

O Conselho de Comércio Exterior (Comex) da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) promove na próxima terça-feira (05/08), uma reunião que contará com a participação (on line) do Embaixador José Carlos da Fonseca Júnior, Presidente da Associação Brasileira de Embalagens em Papel (Empapel) e Relações Internacionais da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ). Estão sendo convidados os membros do Conselho de Comércio Exterior da Fieb – presidido por Wilson Andrade -, bem como os diretores e os presidentes dos 45 sindicatos da Federação. O evento ocorre, das 9h às 11h, no auditório do primeiro andar da sede da Fieb (Rua Edístio Pondé, 342 – Stiep) – conforme convite (anexo).
Na pauta, a medida anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevando o valor da tarifa de importação de uma ampla gama de produtos brasileiros para 50% que vai gerar impactos econômicos e sociais para o estado da Bahia, para o Brasil e para os EUA. Negociador com ampla experiência, que já participou de momentos parecidos como este, o Embaixador vai contribuir com a atualização e análise ampla do assunto e como estão as perspectivas da negociação em vários segmentos econômicos.
“Como todos os agentes econômicos, o setor de árvores cultivadas para fins industriais e de restauração faz votos de que sejam em breve restabelecidos os históricos padrões de relacionamento comercial entre o Brasil e os EUA. Ao mesmo tempo, o setor registra a decisão de incluir a celulose na lista de exceções do decreto tarifário norte-americano. Por outro lado, nos preocupa a situação dos painéis de madeira e dos produtos de madeira serrada que estão submetidos a uma investigação específica, no âmbito da Seção 232 da Lei do Comércio dos EUA. Devem ser igualmente mencionados os diferentes tipos de papéis em que o Brasil é muito competitivo, assim como os papéis de embalagens e os sacos industriais, que vêm conquistando espaço no mercado dos EUA e que estão sobretaxados. Também indiretamente, nossa dinâmica indústria de embalagens de papel é impactada pelas novas tarifas incidentes, por exemplo, sobre frutas e proteínas animais que são embalados por nossos papéis. A Ibá seguirá atuando pela superação deste momento desafiador, defendendo o diálogo e em permanente articulação com os diversos stakeholders”, explica o Embaixador.
“Esta semana, o presidente Trump demonstrou um recuo importante, isentando quase 700 produtos das tarifas de 50%. Esta nova medida traz alívio para 43% dos produtos anteriormente taxados, ou seja, metade do problema já foi resolvido. Mas é preciso trabalhar pela outra metade com competência, negociando sempre. E os empresários dos maiores segmentos econômicos do Brasil estão lá nos EUA, contratando especialistas para acompanhar e negociar corretamente”, analisa o empresário Wilson Andrade que também preside o Sindifibras e faz parte do Grupo Executivo do Governo da Bahia (juntamente com a Fieb, representantes do setor produtivo, outros governadores e o Governo Federal) que busca apoio às empresas dos setores afetados pela medida do presidente americano.
Representativa da maior proporção dessas exportações, a celulose de fibra curta à base de eucalipto é uma matéria-prima não produzida nos EUA. Ao longo de décadas, produtores brasileiros e importadores norte-americanos desenvolveram, por exemplo, tipos de celulose adaptados, em termos de qualidade técnica, às exigências dos seus clientes para itens de primeira necessidade do consumidor local, como papel higiênico, guardanapo e toalha de papel, entre outros. Outro produto do setor de árvores cultivadas que também está na lista de exceções é o ferro-gusa e ferro-liga, que no Brasil é produzido em parte com carvão vegetal na substituição de outros insumos de origem fóssil, oferecendo soluções sustentáveis.
De acordo Andrade, o Comex tem promovido diversos eventos, abordando as disputas e acordos no cenário geopolítico global, especialmente as ações de EUA, China, Rússia e Europa. “Temos que estar atentos e negociar com competência. Nos EUA, o presidente Trump vai enfrentar várias lutas pelas provações ao mundo: o congresso que já revogou várias das suas decisões, o judiciário que funciona soberanamente, o povo americano que logo vai sentir os efeitos no bolso, e, por último, mas muito importante, a força das vantagens da globalização. Na área econômica a inflação tende a crescer pela importação mais cara, o governo vai elevar a taxa de juros, e o consumo e os investimentos vão cair, afetando o PIB. Enfim, essa prática insana vai prejudicar todos, se continuar, o que não é provável”, acrescenta.
Para o vice-presidente do Conselho, Caio Zanardo, o Comex é essencial para as empresas que participam e percebem a importância de o comércio exterior brasileiro estar antenado com as questões mundiais. “É muito importante entender o papel do Brasil no comércio global. Quais são os riscos e oportunidades que a gente pode ter para o Brasil se posicionar. Percebemos que o Brasil é um país continental, mas podemos atuar localmente. Não é a primeira vez que a gente passa por turbulências, momentos de redefinições geopolíticas, e estar antenado ao que está acontecendo vai nos favorecer a trazer maiores benefícios possíveis desse comércio internacional”, disse Zanardo que é também diretor-presidente da Veracel.
Wilson Andrade – Presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIEB – COMEX
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