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Cenários Ibá: Setor florestal fecha 2017 com superávit de US$7,5 bilhões

O encerramento do ano de 2017 foi positivo para a indústria de base florestal, que registrou um avanço de 12,9% no saldo da balança comercial do setor, quando comparado com o ano anterior, alcançando o valor de US$7,5bilhões. As exportações puxaram esta alta, com aumento de 14,0% para celulose, o que representa US$6,4 bilhões em receita; variação positiva de 2,2% para papel, resultado...
31/01/2018

Produção de celulose atingiu maior volume já registrado no período de um ano no Brasil

O encerramento do ano de 2017 foi positivo para a indústria de base florestal, que registrou um avanço de 12,9% no saldo da balança comercial do setor, quando comparado com o ano anterior, alcançando o valor de US$7,5bilhões. As exportações puxaram esta alta, com aumento de 14,0% para celulose, o que representa US$6,4 bilhões em receita; variação positiva de 2,2% para papel, resultado financeiro de US$1,9 bilhão; e crescimento de 15,6% para painéis de madeira, atingindo números finais de US$289 milhões. Em termos de representatividade, as exportações do setor produtivo de árvores plantadas foram responsáveis por 3,9% de todo o volume de bens e produtos negociados pelo Brasil com outros países.

Confira a seguir os indicadores de desempenho do setor de árvores plantadas, na 44ª edição do Cenários Ibá, boletim mensal da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).

Exportações em volume – O ano de 2017 foi de avanço nas negociações com o mercado externo em todos os segmentos da indústria. Celulose registrou aumento de 2,3%, na comparação com o ano anterior, atingindo 13,2 milhões de toneladas; os painéis de madeira se destacaram e avançaram 21,1%, alcançando 1,3 milhão de m³; por fim, o papel demonstrou crescimento de 0,5%, com um total de 2,1 milhões de toneladas.

Destino das Exportações – A China se manteve como principal compradora da celulose brasileira durante todo 2017, aumentando seu consumo em 18,7% com relação ao ano anterior, chegando a US$2,6 bilhões investidos na commodity. Na sequência está a Europa, que aumentou em 7,5% a importação da celulose brasileira, alcançando US$2,0 bilhões. Já a América Latina se manteve à frente das demais regiões do mundo quando o assunto é destino de painéis de madeira e papel. Para os painéis, a região representou 52,2% de todo o volume exportado pelo país, o que representou US$151 milhões, avanço de 11,0% em relação a 2016. Vale mencionar o avanço da Ásia/Oceania neste segmento, que aumentou em 74,1%. Já em papéis, o crescimento foi de 10,7%, que soma US$1,3bilhão, na América Latina.

Produção – O ano de 2017 também foi de variação positiva para a produção no setor de celulose, que avançou 3,8%. Destaque para as 19,5 milhões de toneladas produzidas, o maior volume já registrado no período de um ano. Papel, por sua vez, com 10,5 milhões de toneladas produzidas, teve alta de 1,4%, em comparação com 2016.

Vendas Domésticas – O mercado interno de painéis de madeira registrou avanço de 4,0% em suas negociações, totalizando 6,5 milhões de m³ vendidos. Já o segmento de papel encerrou 2017 com saldo positivo de 0,7%, somando 5,5 milhões de toneladas comercializadas. Papelcartão (+4,2%) e Tissue (+4,1%) foram os principais responsáveis pelo desempenho.

 

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