Klabin integra economia circular à gestão industrial

A economia circular é um dos temas materiais que orienta como a Klabin estrutura seus processos industriais e enfrenta os desafios da expansão produtiva com responsabilidade ambiental. Alinhado à estratégia da Companhia e aos Objetivos Klabin para o Desenvolvimento Sustentável (KODS), o tema direciona o uso eficiente de recursos, a destinação adequada de materiais e a busca contínua por soluções que ampliem o reaproveitamento, contribuindo para a redução de impactos e para a resiliência do negócio no longo prazo.
Como parte desse movimento de valorização, foi desenvolvido o Procedimento Corporativo de Economia Circular, que estabelece critérios técnicos e estratégicos para a avaliação, priorização e classificação dos projetos de circularidade, orientando o desenvolvimento e a tomada de decisão sobre as iniciativas. Esse procedimento gera consistência, rastreabilidade e comparabilidade entre as iniciativas da empresa, permitindo mensurar o valor circular, o impacto socioambiental e a aderência às metas corporativas.
De forma complementar, a Klabin está na fase final de estruturação de uma visão estratégica integrada por meio do Plano de Uso de Recursos e Circularidade, que amplia o olhar para além dos projetos individuais e promove uma abordagem sistêmica sobre o uso de materiais, energia e recursos ao longo do ciclo de vida dos produtos. A combinação entre o procedimento corporativo, o plano estratégico e a atuação do Grupo de Trabalho (GT) de Economia Circular tem sido fundamental para avançar no detalhamento técnico, na mensuração de benefícios e na consolidação de uma visão mais integrada da circularidade dentro da Companhia.
O GT de Economia Circular, fórum multidisciplinar que reúne áreas de negócios, operações, inovação, sustentabilidade, suprimentos, gestão de riscos, comercial e desenvolvimento de produtos, tem papel central nesse avanço. O grupo atua no acompanhamento de indicadores, no mapeamento e na classificação dos cases, na avaliação da maturidade dos projetos e na orientação das frentes prioritárias. A evolução dos indicadores observada entre 2024 e 2025 está diretamente relacionada a esse trabalho estruturado de mensuração de impactos, identificação de oportunidades, consolidação de cases existentes e execução de novas iniciativas, fortalecendo a agenda de economia circular.
Do ponto de vista de resíduos sólidos, por exemplo, em 2025, a Klabin manteve trajetória consistente rumo à meta de zerar a destinação de resíduos industriais para aterros. O índice de reaproveitamento alcançou 99,49%, refletindo a consolidação de práticas que priorizam a recuperação de materiais por meio de reciclagem, compostagem e coprocessamento. Atualmente, três operações da Companhia já atingiram a meta de zerar a destinação de resíduos sólidos industriais para aterro: Rio Verde, Itajaí e Feira de Santana. O resultado evidencia a capacidade de sustentar elevados níveis de circularidade mesmo diante do crescimento operacional e da maior complexidade dos fluxos produtivos.
No avanço rumo ao envio zero para aterros, as unidades Monte Alegre (PR) e Ortigueira (PR) mantiveram atuação integrada, com destaque para a Central de Gerenciamento de Resíduos Sólidos na identificação de oportunidades de reuso e reciclagem. Em Ortigueira, o início da operação dos sistemas de secagem de lodo biológico e terciário viabilizam o aproveitamento energético. Como resultado, a Unidade atingiu 99,78% de reaproveitamento e reciclagem.
Cabe ressaltar que as soluções são continuamente aprimoradas e adaptadas às diferentes realidades das operações, sempre com foco na valorização dos materiais gerados. Nesse contexto, avanços relevantes foram registrados em diversas unidades industriais, como em Lages (SC), que teve ampliação significativa do índice de reaproveitamento com a destinação de lodo para compostagem e de resíduos perigosos para coprocessamento. Já em Otacílio Costa (SC), consolidou-se o uso do coprocessamento para recuperação energética de materiais não recicláveis. Nas fábricas Manaus I e Manaus II (AM), resíduos do processo de impressão passaram a ser encaminhados para compostagem, enquanto os resíduos perigosos seguiram para coprocessamento, reforçando a circularidade mesmo em contextos logísticos mais desafiadores.
A Klabin também prioriza a recuperação interna de subprodutos sempre que tecnicamente viável e, quando necessário, direciona materiais para reciclagem externa, seguindo rigorosos padrões de segregação e controle. Esse desempenho é sustentado por governança estruturada, monitoramento contínuo de indicadores ambientais e investimentos em pesquisa, desenvolvimento e tecnologia. Ao integrar a economia circular à sua operação industrial, a Companhia reforça o compromisso com a eficiência e com a construção de uma indústria florestal cada vez mais sustentável.



