Mais de 100 mil hectares conservados: a biodiversidade no centro da Eldorado

A Eldorado Brasil Celulose integra a produção florestal e a conservação ambiental em um modelo de gestão baseado na sustentabilidade de paisagem, ou seja, olhar para o território como um todo, e não apenas para as áreas de produção da empresa. Em vez de tratar a proteção dos recursos naturais como uma iniciativa paralela às suas operações, a companhia estrutura suas atividades de forma a conciliar a produção de matéria prima renovável com a conservação da biodiversidade, a manutenção dos serviços ecossistêmicos e o uso responsável do território.
Atualmente, a empresa administra cerca de 456 mil hectares de área no Mato Grosso do Sul, dos quais 309 mil hectares correspondem a florestas plantadas de eucalipto destinadas à produção de celulose. Paralelamente, cerca 106 mil hectares são destinados exclusivamente à conservação ambiental, abrangendo Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reservas Legais e outros remanescentes de vegetação nativa.
Isso significa que aproximadamente 23% da área total sob gestão da companhia é dedicada à proteção de ecossistemas naturais, evidenciando seu compromisso com a conservação da biodiversidade regional.
Na prática, a lógica adotada pela Eldorado é a da paisagem integrada, na qual áreas de cultivo florestal coexistem com extensas áreas preservadas de vegetação nativa e corredores ecológicos naturais sob acompanhamento permanente. Essa configuração contribui para a redução do isolamento entre habitats, favorece o deslocamento de fauna silvestre e auxilia na manutenção de processos ecológicos essenciais. Ao conservar áreas contínuas e núcleos de vegetação nativa, a companhia fortalece a conectividade da paisagem e cria condições para a conservação da biodiversidade característica do Cerrado e de outros ecossistemas presentes em sua base florestal.
A importância das AAVC
Entre os destaques dessa estratégia está a gestão das Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVC), que funcionam como importantes refúgios de biodiversidade e abrigam espécies raras, ameaçadas ou vulneráveis à extinção. Em uma dessas áreas, a Eldorado registra a ocorrência de espécies de elevada relevância para a conservação, como o cachorro-vinagre (Speothos venaticus), o tatu-canastra (Priodontes maximus), a anta (Tapirus terrestris), o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) e a onça-parda (Puma concolor), entre outras.
A presença dessas espécies evidencia a relevância ecológica do território e reforça o papel da conservação como instrumento fundamental para a proteção da fauna nativa. Adicionalmente, a companhia preserva áreas representativas dos biomas locais, contribuindo para a manutenção de serviços ecossistêmicos essenciais, como a regulação do ciclo hídrico, a proteção e conservação dos solos, o equilíbrio microclimático, o sequestro de carbono e a manutenção da qualidade ambiental.
Esse trabalho é sustentado por um robusto sistema de monitoramento ambiental. A empresa utiliza sensoriamento remoto, acompanhamento em tempo real e plataformas de inteligência florestal para integrar informações operacionais e ambientais. Na prática, isso significa que a conservação não se limita à existência de áreas protegidas, mas está incorporada a uma rotina de gestão baseada em indicadores de vegetação, biodiversidade, uso e cobertura do solo e riscos climáticos.
Esse nível de controle é fundamental para prevenção e combate de incêndios florestais, a identificação precoce de alterações no território e a resposta rápida a potenciais ameaças ambientais. Complementarmente, a Eldorado está consolidando avaliações de riscos climáticos relacionadas a eventos extremos, como secas prolongadas, ondas de calor e incêndios florestais, fortalecendo a integração entre conservação ambiental e estratégias de adaptação às mudanças climáticas.
Outro ponto relevante é o investimento contínuo em pesquisa, desenvolvimento e inovação florestal. A companhia mantém estrutura própria voltada a estudos de manejo sustentável, biotecnologia, nutrição vegetal, silvicultura de precisão e melhoramento genético, o que amplia a capacidade de produzir com elevada eficiência e competitividade, sem perder de vista o compromisso com a conservação dos recursos naturais e da biodiversidade.



