Conheça como a Dexco usa corredores ecológicos para reconectar florestas e restaurar a biodiversidade

Ao longo de mais de sete décadas, a Dexco consolidou a sustentabilidade como um dos pilares do seu modelo de negócios. Em uma atividade diretamente conectada aos recursos naturais, a companhia entende que produzir de forma responsável também significa regenerar paisagens, proteger ecossistemas e contribuir para a conservação da biodiversidade.
Um dos diferenciais da estratégia ambiental da empresa está na forma como organiza suas áreas de manejo florestal. A Dexco intercala, de maneira responsável, florestas plantadas, que são uma matriz mais permeável na paisagem, com áreas de vegetação nativa, que formando corredores ecológicos, que estimulam a diversidade genética e permitem o deslocamento da fauna entre diferentes habitats.
Essa abordagem é especialmente relevante em regiões antes ocupadas por cultivos intensivos do solo. Ao restaurar essas paisagens e criar mosaicos florestais, a companhia contribui para o retorno gradual de espécies nativas e para o fortalecimento da resiliência dos ecossistemas locais.
Uma área relevante para o tema está localizada no interior do estado de São Paulo, região originalmente cobertos por Cerrado. Na Fazenda Monte Alegre desde o início dos anos 2000 foram projetados corredores a serem restaurados, conectando remanescentes de vegetação nativa. Hoje, nestas áreas, é possível observar indivíduos adultos de espécies da flora regional e a presença da fauna utilizando esses ambientes.
A estratégia também ultrapassa as fronteiras de suas áreas próprias. Por meio do Programa de Fomento Florestal, a Dexco estabelece parcerias de longo prazo com pequenos e médios produtores rurais, compartilhando conhecimento técnico e estimulando o manejo sustentável. O programa contribui para a recuperação de áreas degradadas, matas ciliares, e para o uso responsável do solo em propriedades privadas.
Hoje, a companhia gerencia cerca de 193 mil hectares com manejo responsável no Brasil e na Colômbia. Desse total, mais de 31% da área (cerca de 60 mil hectares) são mantidos exclusivamente para conservação, englobando Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reservas Legais e áreas classificadas como de Alto Valor de Conservação (AAVCs).
A proteção desses territórios é acompanhada por monitoramento científico contínuo. Em parceria com universidades e instituições de pesquisa desde a década de 1970, a Dexco construiu uma base robusta de conhecimento sobre biodiversidade. Os estudos realizados nas áreas da companhia já registraram mais de 2.600 espécies de fauna e flora, incluindo mais de 100 ameaçadas de extinção.
Entre as iniciativas de conservação, está o monitoramento de espécies vulneráveis em habitats específicos. Em Minas Gerais, por exemplo, a companhia realiza estudos da população de um anfíbio endêmico do Triângulo Mineiro, utilizando registros de vocalização, observação direta e análise constante da qualidade da água para apoiar a preservação do habitat essencial para a sobrevivência da espécie.
A tecnologia também desempenha papel central nessa estratégia. Monitoramento via satélite, softwares de microplanejamento e sistemas de “cercas virtuais” ajudam a orientar operações em campo, alertando equipes sobre a proximidade de áreas sensíveis e reduzindo riscos de impactos sobre a vegetação nativa.
Além das ferramentas técnicas, a Dexco busca ampliar o engajamento das pessoas na proteção da biodiversidade. O Programa Lente Animal incentiva colaboradores a registrarem avistamentos de fauna durante a rotina operacional, enquanto iniciativas de educação ambiental aproximam comunidades vizinhas da agenda de conservação.
Ao combinar restauração ambiental, manejo responsável, ciência e inovação, a Dexco reforça uma visão de longo prazo: contribuir para a reconexão de ecossistemas e para a preservação da biodiversidade como parte essencial de um modelo de desenvolvimento mais resiliente e sustentável.



