Reunião prévia com ICFPA

Durante a reunião do ICFPA, dirigentes das associações do Reino Unido, EUA, Canadá, Brasil, África do Sul, Europa, Nova Zelândia, Austrália e Japão compartilharam suas prioridades nos respectivos países. Diversas se mostraram comuns, como a alta demanda por madeira e produtos florestais, que veio do período da pandemia e foi acentuada pela guerra na Ucrânia; altos preços de matéria prima; regulamentações nacionais e internacionais, especialmente aquelas relacionadas a mudanças climáticas e carbono; assim como discussões sobre reciclagem e substituição de produtos de origem fóssil.
O grupo discutiu a respeito do papel do ICFPA no que se refere à agenda de mudanças climáticas. Tem sido percebida uma contradição entre o dever de preservação de florestas versus a necessidade de produtos de origem florestal para mitigar as mudanças climáticas. Isso faz com que pressões relacionadas a desmatamento e necessidade de proteger florestas atinjam países que manejam florestas nativas; algo que o setor de plantações enfrenta há décadas.
Embora pareçam haver diferenças entre os benefícios e desafios de plantações versus manejo de florestas nativas, fibra virgem versus fibra reciclada, em realidade é necessário defender o manejo e a produção sustentável. É papel do ICFPA vocalizar esta mensagem e fazê-la chegar a importantes stakeholders, assim como somar esforços com outros setores da bioeconomia.
Membros entendem que cabe aprofundar estudos referentes a carbono e critérios ESG.
Além dos estudos, será necessária uma comunicação mais humana, com mais emoção, com objetivo de chegar na sociedade e vencer preconceitos.
Também foi anunciada a parceria do ICFPA junto à UNFF ( Fórum das Nações Unidas para as Florestas) como representante do setor privado. Barbara Tavora-Jainchill, Programme Management Officer, Forest Affairs da UNFF, deu total liberdade para ajustar o modo de trabalho do ICFPA na UNFF.



