Cenibra | Biodiversidade na Mata Atlântica: o registro histórico da jacutinga no Parque Estadual do Rio Doce (PERD)

Após um hiato de mais de cinco décadas, a jacutinga (Aburria jacutinga) volta a ser registrada no Parque Estadual do Rio Doce (PERD), em Minas Gerais. Este marco histórico é resultado direto do Projeto Mutum, iniciativa de conservação da CENIBRA em parceria com a Sociedade de Pesquisa do Manejo e da Reprodução da Fauna Silvestre (CRAX Brasil), que comprova a eficácia dos protocolos de reintrodução e a relevância dos corredores ecológicos mantidos pela Empresa para a perenidade da biodiversidade na Mata Atlântica.
Espécie endêmica do bioma, a jacutinga desempenha um papel vital na regeneração florestal. Como uma das principais dispersoras de sementes, alimentando-se de mais de 41 tipos de frutos, ela é essencial para o equilíbrio ecológico. Contudo, ameaças como incêndios florestais e caça ilegal tornam os programas de reintrodução passos indispensáveis para a recuperação de suas populações.
Desde 1990, a CENIBRA e a CRAX Brasil conduzem programas de manejo de aves mais longevos do país. O sucesso da iniciativa reside em um processo rigoroso que abrange desde o manejo sob cuidados humanos até o monitoramento pós-soltura, garantindo que as aves não apenas sobrevivam, mas voltem a se reproduzir em vida livre.
O avistamento recente da espécie no PERD valida a estratégia de expansão do projeto iniciada em 2023. Atualmente, o Projeto Mutum consolida-se como referência nacional, com mais de 500 indivíduos reintroduzidos de sete espécies ameaçadas. Esta conquista reforça os indicadores de biodiversidade que tornaram a CENIBRA a primeira empresa do setor florestal a receber a Certificação LIFE, que atesta o compromisso real com a gestão da biodiversidade.



