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O Setor Brasileiro de Árvores Plantadas

Criado: 25 junho 2015

Com área ocupada de apenas 7,74 milhões de hectares, o que corresponde a 0,9% do território brasileiro, o setor brasileiro de árvores plantadas é responsável por 91% de toda a madeira produzida para fins industriais no País − os demais 9% vêm de florestas nativas legalmente manejadas. 

O setor de árvores plantadas reúne uma gama de empresas, investidores e empreendedores que atuam desde o fornecimento de insumos e máquinas específicas para a atividade florestal, passando pela prestação de serviços especializados como a produção e plantio de mudas, colheita de árvores e transporte de madeira e indo até a transformação da madeira em bens intermediários e finais. 

Os principais produtos da atividade são: celulose, diversos tipos de papel – para embalagens, de imprimir e escrever, papelcartão, para fins sanitários (tissue), imprensa e especiais –, painéis de madeira reconstituída, pisos laminados, painéis compensados, móveis, demais produtos sólidos de madeira, carvão vegetal e outras biomassas para fins energéticos. As empresas do setor vêm intensificando ainda mais os investimentos para o desenvolvimento de bioprodutos inovadores, essenciais para atender à demanda futura da população por alimento, água, terra e energia. 

Além das funções produtivas, os plantios de árvores desempenham importante papel na prestação de serviços ambientais: evitam o desmatamento de hábitats naturais, protegendo assim a biodiversidade; preservam o solo e as nascentes de rios; recuperam áreas degradadas; são fontes de energia renovável e contribuem para a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa por serem estoques naturais de carbono. 

É importante ressaltar que entre os diversos setores produtivos da economia brasileira, o setor de árvores plantadas é o que apresenta maior potencial de contribuição para a construção de uma economia verde, pois as empresas do setor estão comprometidas em utilizar as melhores práticas socioambientais. 

Na prática, isso se traduz em conservar a biodiversidade; maximizar a eficiência enérgica de seus processos produtivos; perseguir um ciclo de produção cada vez mais limpo e diversificar o uso econômico das árvores plantadas para ampliar os benefícios sociais gerados, seja a partir de oportunidades de emprego e renda, seja no envolvimento de pequenos produtores por meio de programas de fomento florestal.

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