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Conferências Climáticas

Criado: 17 abril 2015

Projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) geram Reduções Certificadas de Emissão (RCEs), mais conhecidas como “créditos de carbono”. Esses créditos representam importante alternativa para os países desenvolvidos cumprirem suas metas no acordo de redução de emissões de Gases causadores do Efeito Estufa, conforme estabelecido no Protocolo de Kyoto.

Os créditos de carbono gerados por florestas podem levar à criação de inúmeros projetos de MDL, gerando novas iniciativas para combater o aquecimento global e maior incentivo às atividades de reflorestamento. Porém, devido a uma série de restrições, os créditos de carbono florestais ainda não são elegíveis para compensar emissões.

O setor brasileiro de árvores plantadas propõe mudanças no texto atual do Protocolo de Kyoto que levarão ao aprimoramento dos MDLs, e defende que as florestas – quer sejam elas plantadas ou nativas – absorvem e estocam CO2 da atmosfera. Os principais pontos de interesse do segmento nas negociações de novas políticas climáticas são:

Temporalidade – O texto atual afirma que florestas nativas e plantadas não são sumidouros permanentes de CO2, pois estão vulneráveis a intempéries da natureza – queimadas, temporais e inundações – demais “casos fortuitos” e podem ser destruídas. Para essa questão, o setor propõe:

Adicionalidade – O texto atual define que as florestas plantadas absorvem CO2 temporariamente, pois quando são colhidas, todo o carbono estocado retorna à natureza, transformado em madeira para aplicações diversas e outros subprodutos. Para essa questão, o setor esclarece:

Elegibilidade de área– O texto atual não inclui as florestas plantadas, em exaustão, antes de 31 de dezembro de 1989 como atividade elegível ao MDL. As regras atuais apenas contemplam o reflorestamento de áreas sem florestas naquela data. Para essa questão, o setor: