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Walter Rezende é indicado pela CNA para presidir a Câmara Setorial de Florestas Plantadas do Mapa

Criado: 14 outubro 2015
O presidente da Comissão Nacional de Silvicultura e Agrossilvicultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Walter Rezende , foi indicado pela entidade para compor a lista tríplice para concorrer ao cargo de presidente da Câmara Setorial de Florestas Plantadas, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Se for eleito, será o primeiro representante ligado diretamente ao produtor rural brasileiro.

O nome de Walter foi escolhido durante a 29ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial, realizada na última terça-feira, 6, em Curitiba, (PR). Esse foi o terceiro encontro do ano para discutir as demandas do setor e identificar possíveis soluções para os gargalos que travam o desenvolvimento da cadeia florestal. Os outros dois indicados são José Totti, diretor florestal da Klabin, e Luiz Calvo Ramires Junior – Junior Ramires, da Ramires Reflorestamento – que, atualmente, preside a Câmara Setorial de Florestas Plantadas, do Mapa.

Ao longo da reunião, foi apresentado o estudo contratado pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), para subsidiar o Mapa na elaboração do Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas, previsto no Decreto Nº 8.375/2014. De acordo com o documento, a cadeia produtiva florestal acrescentou R$ 60,6 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2014, correspondendo a 1,1% do total nacional. O setor também recolheu R$ 12,4 bilhões em tributos e aportou R$ 6,7 bilhões à balança comercial brasileira.

Para alcançar as metas de crescimento e remover as barreiras identificadas pelo setor, foram listadas algumas iniciativas consideradas prioritárias para a cadeia florestal. O estudo indica que os produtores ainda encontram dificuldades no licenciamento ambiental, infraestrutura e logística, restrição de compra de terras por estrangeiros, disponibilidade e qualidade de mão de obra, terceirização da mão de obra para atividades fins, desburocratização de registro de agroquímicos para florestas e a falta de políticas públicas para aumentar o uso de energia por biomassa.

De acordo com o Banco Central do Brasil, a demanda por produtos florestais vem crescendo nos últimos anos e a expectativa é de crescimento de 2,1% do PIB entre 2016 e 2025. O setor gera por ano, 2,1 milhões de empregos diretos e indiretos, 17,8 mil famílias alcançadas por meio do fomento florestal, conforme dados da consultoria Mirrow & Co.

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