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Glossário

Criado: 01 junho 2015

Conheça aqui os principais termos usados na cadeia produtiva de florestas plantadas.

Acácia
: é um antigo nome para um grupo de leguminosas (mesma família do feijão, soja, ervilha, amendoim etc.) que foi recentemente dividido em cinco novos gêneros. Dois destes - Senegalia e Vachellia - são os únicos com ocorrência registrada para o Brasil. Senegalia é o mais numeroso, com cerca de 52 espécies no Brasil, enquanto Vachellia possui apenas duas espécies, uma delas antigamente tratada por Acacia farnesiana, de ampla distribuição pelo mundo, mas provavelmente originária da América tropical.

Alvura: característica ou particularidade daquilo que é muito alvo (branco); brancura.

Aparista: os aparistas de papel são empresários responsáveis pela compra de aparas de papel de pequenos comerciantes, sucateiros, catadores, associações, empresas, gráficas, bancos, cooperativas, supermercados, escolas, etc. Trabalham com aparas de papéis totalmente recicláveis para as indústrias. Após adquirirem as aparas, as empresas separam e classificam o material para posterior venda aos fabricantes (recicladores), cada vez mais exigentes quanto à qualidade, pois isso implica diretamente na otimização da reciclagem.

Araucária: árvore da América ou da Austrália, também chamada pinheiro-do-brasil ou pinheiro-do-paraná.

Áreas de Preservação Permanente: segundo o Novo Código Florestal Brasileiro (Lei 12.651), é uma área coberta ou não por vegetação nativa, que deve ser preservada com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas.

Babaçu: é uma planta da família das palmáceas (Arecaceae), dotada de frutos drupáceos com sementes oleaginosas e comestíveis das quais se extrai um óleo, empregado sobretudo na alimentação, remédios, além de ser alvo de pesquisas avançadas para a fabricação de biocombustíveis.

Biomassa: matéria orgânica usada como fonte de energia ou parte dos organismos vivos utilizados para a produção de combustíveis. Ela se forma pela conversão fotossintética da energia solar. Tem relação direta com as partes verdes de uma planta.

Biotecnologia arbórea: tecnologia que gera produtos e processos de origem biológica. Espectro ou conjunto de tecnologias moleculares aplicadas ao estudo de microrganismos, plantas e animais. A biotecnologia arbórea contempla o uso da ciência para transformar ou modificar produtos ou processos para usos específicos da madeira e das fibras das árvores.

Cadeia produtiva de árvores plantadas: inclui todas as empresas industriais, de equipamentos, de serviços, entidades de classe, academia e autoridades governamentais que tenham relação com a produção e comercialização de árvores e /ou seus produtos.

Captação de carbono: é o processo de remoção de gás carbônico da atmosfera. Tal processo ocorre principalmente através das algas nos oceanos, florestas e outros locais onde os organismos por meio de fotossíntese, capturam o carbono e lançam oxigênio na atmosfera. É a captura e estocagem segura de gás carbônico (CO2), evitando-se assim sua emissão e permanência na atmosfera terrestre.

Carvão vegetal: é um importante produto das florestas energéticas, que além de produzir energia tem a finalidade de ser um termo redutor na produção de ferro gusa.

Cavaco: é o termo utilizado na indústria da madeira para designar os pequenos pedaços de madeira resultantes de uma trituração. O cavaco é um pequeno pedaço de madeira, que pode ter tamanhos variáveis entre 5 a 50 mm. A qualidade do cavaco está diretamente relacionada à matéria-prima e a tecnologia utilizada para sua produção.

Celulose: é uma substância (polissacarídeo) existente na maioria dos vegetais, de característica fibrosa, localizada sempre dentro das células das plantas. Ela é invisível a olho nu, mas garante rigidez e firmeza aos vegetais.

Certificação florestal: sistema que cria regras para a gestão dos recursos naturais desde a floresta até o produto final. Demonstra o bom manejo da floresta, ou seja, a garantia que a produção gera o menor impacto possível ao ambiente e maximize os benefícios socioambientais da produção. Garante a origem do produto e também a melhoria contínua dos processos produtivos, eficiência nas atividades florestais e industriais, reduzindo perdas e impactos potenciais.
A obtenção da certificação se dá por meio de processos de auditoria independente e externa, feitas por órgãos certificadores que avaliam desde os métodos de produção de muda, plantio e colheita, até a produção final na indústria, passando por avaliações relacionadas aos impactos ao ambiente e às comunidades do entorno, segurança e saúde dos trabalhadores e a conformidade com a legislação municipal, estadual e federal.

Crédito de carbono: são certificados emitidos para uma pessoa ou empresa que reduziu a sua emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE).

Economia verde: é uma expressão de significados e implicações ainda complexos, relacionada ao conceito mais abrangente de Desenvolvimento Sustentável, consagrado pelo Relatório Brundtland, de 1987, e assumido oficialmente pela comunidade internacional na Rio-92, gradualmente tomando o lugar do termo “ecodesenvolvimento” nos debates, discursos e formulação de políticas envolvendo ambiente e desenvolvimento.

A ideia central da Economia Verde é que o conjunto de processos produtivos da sociedade e as transações deles decorrentes contribuam cada vez mais para o Desenvolvimento Sustentável, tanto em seus aspectos sociais quanto ambientais. Para isso, propõe como essencial que, além das tecnologias produtivas e sociais, sejam criados meios pelos quais fatores essenciais ligados à sustentabilidade socioambiental, hoje ignorada nas análises e decisões econômicas, passem a ser considerados.

Entalhado: fazer entalhe, esculpir (em madeira, mármore).

Estiva e Maculatura: papel fabricado essencialmente com aparas em cor natural, acinzentada. Usado para embrulhos que não requerem apresentação especial e em tubetes.

Eucalipto: árvore da família das Mirtáceas, o eucalipto é nativo da Oceania, onde é a espécie dominante da flora local. Com mais de 700 espécies, a maioria de origem australiana, adapta-se praticamente a todas as condições climáticas. Um fato curioso relacionado à folhagem do eucalipto é que, enquanto as folhas adultas não surgirem, essas árvores não florescerão.

Uma vantagem bastante interessante do eucalipto é a menor retenção de água, permitindo que a água chegue ao solo mais rapidamente, além de diminuir a evaporação para a atmosfera, ao contrário de algumas matas nativas, cujas copas das árvores são mais densas. Do eucalipto pode ser produzida a celulose; extraídos óleos essenciais, com os quais são fabricados produtos de limpeza, alimentícios, perfumes e remédios, tábuas, sarrafos, lambris, ripas, vigas e postes, entre outros produtos.

Fibras de celulose: conjunto de células que formam a parede da árvore.

Florestas energéticas: é uma floresta plantada e tem a biomassa para energia como principal produto. Ela é formada estrategicamente para gerar energia limpa e renovável. As florestas energéticas podem suprir usinas termoelétricas de forma competitiva, descentralizando o sistema de produção de energia, além dos benefícios ambientais, econômicos e sociais, através da criação de empregos diretos e indiretos na região de implantação.

Fomento florestal: é um instrumento estratégico que promove a integração dos produtores rurais à cadeia produtiva e lhes proporciona vantagens econômicas, sociais e ambientais. Além da ampliação da base florestal no raio econômico de transporte para suprir a demanda de matéria-prima para as indústrias, o fomento florestal, como atividade complementar na propriedade rural, viabiliza o aproveitamento de áreas degradadas, improdutivas, subutilizadas e inadequadas à agropecuária, propiciando alternativa adicional de renda ao produtor rural.

Gases do Efeito Estufa: são substâncias gasosas que absorvem parte da radiação infravermelha, refletida principalmente pela superfície terrestre, e dificultam seu escape para o espaço. Isso impede que ocorra uma perda demasiada de calor para o espaço, mantendo a Terra aquecida. O efeito estufa é um fenômeno natural. Esse fenômeno acontece desde a formação da Terra e é necessário para a manutenção da vida no planeta. O aumento dos gases estufa na atmosfera tem potencializado esse fenômeno natural, causando um aumento da temperatura (denominado aquecimento global).

Impermeabilidade: é a qualidade daquilo que é impermeável (aquele em que não é possível a passagem de líquido ou de outras substâncias).

Licor preto: é um subproduto do processo de produção de celulose.

Lignina: é uma macromolécula tridimensional amorfa encontrada nas plantas terrestres, associada à celulose na parede celular cuja função é de conferir rigidez, impermeabilidade e resistência a ataques microbiológicos e mecânicos aos tecidos vegetais.

Logística reversa: é a área da logística que trata, genericamente, do fluxo físico de produtos, embalagens ou outros materiais, desde o ponto de consumo até ao local de origem.

Manejo florestal sustentável: é a administração da floresta para obtenção de benefícios econômicos, sociais e ambientais, respeitando-se os mecanismos de sustentação do ecossistema objeto do manejo e considerando-se, cumulativa ou alternativamente, a utilização de múltiplas espécies madeireiras, de múltiplos produtos e subprodutos não-madeireiros, bem como a utilização de outros bens e serviços florestais.

Matéria-prima renovável: é um produto natural ou semimanufaturado (bem intermediário) que pode ser submetido a um processo produtivo até tornar-se um produto acabado com o objetivo de se reutilizar o máximo possível de vezes os recursos utilizados. As matérias-primas podem ser de origem animal, vegetal ou de outro tipo de origem. Em processos químicos, as matérias-primas são classificadas em: sólidos, líquidos, suspensões e gases.

Microfibras: é um tipo de fibra sintética muito fina utilizada na produção de um tecido. É composto principalmente de poliéster e poliamida. O fio obtido é cem vezes mais fino do que um cabelo humano, mas apenas metade da espessura da seda.

Nanopolímeros: macromolécula sintetizada pela ligação química de monômeros, por exemplo, aminoácidos, monossacarídeos e nucleotídeos que dão origem, respectivamente, a proteínas, polissacarídeos e ácidos nucléicos. Em geral, os nanopolímeros contêm os mesmos elementos nas mesmas proporções relativas que seus monômeros, mas em maior quantidade absoluta.

Painel de madeira: chapas de madeira, produzidas a partir de fibra ou partículas de pinus ou de eucalipto, utilizadas para como insumo principalmente para a fabricação de móveis.

Palete: é um estrado de madeira, metal ou plástico que é utilizado para movimentação de cargas em mercado.

Papel Apergaminhado: tipo de papel indicado para escrever. Opaco e liso por igual nas duas faces é usado normalmente para correspondências e para produzir cadernos escolares, envelopes e folhas almaço.

Papel Autocopiativo: tipo de papel que produz cópias duplicadas em blocos sem a necessidade de papel carbono. A primeira via é revestida no verso com microcápsulas de corantes. A via intermediária contém revelador da face da frente e microcápsulas atrás. Ela registra as letras, transmitindo-as para a próxima folha.

Papel Capa de 1ª (Kraftliner): papel fabricado com grande participação de fibras virgens, atendendo às especificações de resistência necessárias para constituir a capa ou o forro das caixas de papelão ondulado.

Papel Capa de 2ª (Testliner): papel semelhante ao Capa de 1ª, porém com propriedades mecânicas inferiores, em razão da utilização de matérias-primas recicladas em alta proporção.

Papelcartão: se diferencia dos demais papéis por apresentar alta gramatura, maior rigidez e espessura. Sua principal aplicação é em embalagens. Os três tipos principais são: Duplex (verso escuro), Triplex (miolo escuro e verso branco) e Sólido (100% de celulose de fibra virgem).

Papel Crepado: tem maior elasticidade e maciez, características importantes para o uso como base para germinação de sementes, fitas adesivas e reforço de costura em sacos multifoliados.

Papel Filtrante: fabricado geralmente com pasta química. Tem uso em diferentes processos industriais de filtração.

Papel Couché (Revestido): o papel couché (camada, em francês) tem uma base offset que recebe revestimento em um ou ambos os lados, com a finalidade de tornar a sua superfície lisa e uniforme. É utilizado pelo mercado gráfico por sua alta qualidade de impressão.

Papel Cut-size: papel não revestido, é conhecido pelo nome papel sulfite e comercializado principalmente nos formatos A4 (210x297mm) e Carta (216x279mm). Usado em escritórios e indústrias, impressão doméstica, fotocopiadoras e uso escolar (pintura, colagem, recorte).

Papel Glassine, Cristal ou Pergaminho: tem como principal característica a transparência, obtida mediante elevado grau de refino no processo produtivo. É usado em embalagens de alimentos, como proteção de frutas nas árvores e papel autoadesivo.

Papel Greaseproof: translúcido, possui elevada impermeabilidade às gorduras e, por isso, compõe embalagem para produtos gordurosos.

Papel Jornal ou Papel Imprensa: papel destinado à impressão de jornais e periódicos, geralmente de cor acinzentada, resultado do tipo de fibras empregadas em sua produção. O Brasil importa grandes volumes de papel imprensa.

Papel Kraft: é um tipo de papel de embalagem cuja característica principal é a resistência mecânica.

Papel Kraft Branco ou em Cores: fabricado essencialmente a partir de fibra longa, monolúcido ou alisado. É usado como folha externa em sacos multifolhados, sacos de açúcar e farinha, sacolas e, dependendo da gramatura, para embalagens individuais de balas, bombons etc.

Papel Kraft Extensível: tipo de papel fabricado essencialmente a partir de fibra longa. Altamente resistente ao rasgo e à energia absorvida na tração. É usado para embalagem de sacos de papel.

Papel Kraft Natural ou em Cores para outros fins: papel fabricado essencialmente a partir de fibra longa, monolúcido ou alisado, com características de resistência similar ao Kraft Natural para Sacos Multifolhados. É usado para a fabricação de sacos de pequeno porte, sacolas e embalagens em geral.

Papel Kraft Natural para Sacos Multifolhados: papel fabricado essencialmente a partir de fibra longa. Altamente resistente ao rasgo e com boa resistência ao estouro, é usado essencialmente para sacos e embalagens industriais de grande porte.

Papel LWC (Light Weight Coated): é um papel de baixa gramatura e revestimento nas duas faces. A passagem na calandra confere brilho e lisura ao LWC. Geralmente é usado para impressos em altas tiragens.

Papel Metalizado: tipo de papel que recebe revestimento metálico para fins industriais.

Papel Miolo: papel ondulado, utilizado no miolo da chapa de papelão.

Papel Monolúcido: utilizado na impressão de sacolas, rótulos, etiquetas e laminados.

Papel Offset: papel branco e sem revestimento superficial. Suas características de resistência e uniformidade garantem bons resultados na impressão. É muito utilizado na área gráfica - material promocional (folder, folhetos, cartazes), pastas, cadernos, agendas, envelopes, blocos, calendários, extratos bancários, entre outros.

Polpa Moldada: obtida a partir da desagregação ou separação das fibras de aparas, principalmente de jornal. As fibras são misturadas com água e produtos químicos para formar uma massa com a qual são fabricados produtos como bandejas para transporte e proteção de hortifrutigranjeiros, ovos, calços para lâmpadas, celulares, geladeiras e fogões.

Papel Reciclado: segundo a norma brasileira ABNT NBR 15755 (2009), o papel reciclado deve conter, no mínimo, 25% de aparas pós-consumo e, no máximo, 50% de celulose de fibra virgem. Normalmente, este tipo de papel tem cor natural, resultado da mistura das tintas de diversas cores e de fibras marrons presentes nos papéis recuperados, também chamados de aparas de papel. Usado em miolo de livros, revistas, material promocional (folder, folheto, cartaz, mala-direta), convites, papelaria em geral, extratos bancários, blocos, cadernos, agendas, calendários, sacolas, entre outros.

Papel Seda: papel de embalagem, branco ou em cores. Usado para embalagens leves, embrulhos de objetos artísticos, intercalação, enfeites, proteção de frutas etc.

Papel Tipo Kraft de 1ª: papel de embalagem, semelhante ao Kraft Natural ou em Cores, porém, com menor resistência que este, monolúcido ou não. É usado geralmente para saquinhos etc.

Papel Tipo Kraft de 2ª: papel semelhante ao Tipo Kraft de 1ª, porém, com resistência inferior. É usado para embrulhos e embalagens em geral.

Papel tissue: compõe folhas ou rolos de baixa gramatura, usados para higiene pessoal e limpeza doméstica, como papel higiênico, lenços, papel-toalha e guardanapos. Além das fibras virgens, ele tem como característica de sua composição o uso de aparas recicladas de boa qualidade.

Papel Supercalandrado: papel de baixa gramatura, sem revestimento, destinado à escrita e impressão. Tem superfície lisa e lustrosa, com brilho característico obtido pela passagem na calandra. Usado principalmente em revistas e impressos comerciais.

Papel White Top Liner: papel branco fabricado com grande participação de fibras virgens, atendendo às especificações de resistência requeridas para constituir parte das caixas de papelão ondulado.

Papelão Ondulado: papel que é formado industrialmente para composição de caixas diversas.

Parede celular vegetal: é uma camada muito resistente, flexível e ocasionalmente rígida que envolve alguns tipos de célula. Ela envolve a membrana celular e fornece à célula suporte estrutural e proteção, atuando como um filtro. Uma das principais funções da parede celular é atuar como vaso de pressão, evitando a Citólise (quando a água entra na célula). A parede celular está presente em plantas, fungos, células procarióticas, mas não nas bactérias do gênero.

Paricá: espécie que vem sendo bastante cultivada pelas empresas madeireiras da região norte e nordeste do País. Ocorre na Amazônia brasileira, venezuelana, colombiana, peruana e boliviana. É empregada na fabricação de palitos de fósforo, saltos de calçados, brinquedos, maquetes, embalagens leves, canoas, forros, miolo de painéis e portas, formas de concreto, laminados, compensados, celulose e papel.

A árvore é indicada para plantios comerciais, sistemas agroflorestais e reflorestamento de áreas degradadas, devido ao seu rápido crescimento e ao bom desempenho tanto em formações homogêneas quanto em consórcios. Por sua arquitetura e floração vistosa, pode ser empregada em arborização de praças e jardins amplos.

Pinus: é uma espécie tolerante a baixas temperaturas e ao plantio em solos rasos e pouco produtivos para agricultura. Dele se origina a celulose de fibra longa, muito resistente e ideal para a fabricação, por exemplo, de papéis para embalagens, papéis de imprensa e painéis de madeira reconstituída.

Piso Flutuante: revestimento de piso laminado que, ao contrário dos demais revestimentos, não é pregado, parafusado ou colado ao contrapiso.

Piso laminado: um dos principais tipos de revestimento de piso produzido a partir da madeira. É fabricado a partir de fibras e de partículas de árvores plantadas para fins industriais (pinus e eucalipto), que são fontes de matéria-prima renovável e reciclável. Desenvolvido com avançada tecnologia, é utilizado em residências, comércio e ambientes corporativos.

Polpa: a polpa de celulose ou pasta de celulose é o material mais comumente utilizado para a fabricação de papel. As madeiras utilizadas para este fim são conhecidas como madeiras "polpáveis", que geralmente são madeiras macias como a picea, o pinheiro, o abeto e o lariço-europeu, mas também madeiras duras como o eucalipto e a bétula.

Projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL): o MDL foi criado com o objetivo de reduzir os custos dos projetos que diminuíssem emissões de Gases de Efeito Estufa quando implementados em países em desenvolvimento e, assim, incentivar o desenvolvimento sustentável e criar oportunidades para a transferência de tecnologia para estes países. Tem sido considerado um mecanismo atrativo tanto para os países industrializados quanto para os em desenvolvimento. Porém, tal mecanismo tem apresentado algumas limitações como, por exemplo, aquelas relacionadas aos altos custos envolvidos no processo de transação e de implementação dos projetos.

Recurso renovável: é um recurso natural que pode ser recolocado na natureza ou se regenerar através de processos naturais a uma taxa equivalente ou maior que o consumo humano. Suas fontes podem ser feitos de radiação solar, ondas do mar, ventos e hidroeletricidade. A biomassa e a energia geotérmica são exemplos de recursos naturais renováveis.

Redutor bioenergético: capacidade exercida pelo carvão vegetal na produção de ferro gusa, além de produzir energia. A substituição do uso de combustíveis fósseis por biomassa possibilita o sequestro de CO2 da atmosfera a partir da fotossíntese e estoca o carbono na biomassa, que pode ser utilizada no lugar de produtos ou fontes energéticas não renováveis, contribuindo para redução das emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE).

Resina melamínica: é um material plástico termorrígido e resistente, feito de melamina e formaldeído por polimerização.

Reserva Legal: é a área do imóvel rural que pode ser explorada com o manejo florestal sustentável, nos limites estabelecidos em lei para o bioma em que está a propriedade. Por abrigar parcela representativa do ambiente natural da região onde está inserida, se torna necessária a manutenção da biodiversidade local.

Reserva Particular do Patrimônio Natural: é uma categoria de Unidade de Conservação particular criada em área privada, por ato voluntário do proprietário, em caráter perpétuo, instituída pelo poder público. Como depende da vontade do proprietário, é ele quem define o tamanho da área a ser instituída como RPPN.

Resíduos agrícolas: palhas, cascas de frutos e árvores, cereais, bagaços, resíduos de podas e rejeitos madeireiros são alguns exemplos de resíduos agrícolas que apresentam grande potencial para geração de energia elétrica. O reaproveitamento de resíduos de biomassa é uma das soluções para diversificar a matriz energética. No Brasil, vários elementos vegetais são apontados como ricas fontes para produzir energia elétrica e térmica.

Resíduos sólidos: são todos os restos sólidos ou semi-sólidos  das atividades humanas ou não-humanas, que embora possam não apresentar utilidade para a atividade fim de onde foram gerados, podem virar insumos para outras atividades. Exemplos: aqueles gerados nas residências e que são recolhidos periodicamente pelo serviço de coleta da sua cidade e também a sobra de varrição de praças e locais públicos que podem incluir folhas de árvores, galhos e restos de poda. Se manejados adequadamente, os resíduos sólidos adquirem valor comercial e podem ser utilizados em forma de novas matérias-primas ou novos insumos.

Sisal: é uma planta utilizada para fins comerciais. O sisal é cultivado em regiões semiáridas. No Brasil, os principais produtores são os estados da Paraíba e da Bahia. Neste último, especialmente na região sisaleira, onde está localizado o maior polo produtor e industrial de sisal do mundo, que contempla as cidades de Santaluz, Queimadas, Valente, Retirolândia, São Domingos e Conceição do Coité.

Teca: é nativa das florestas tropicais do Sudeste Asiático. É uma madeira nobre e amplamente utilizada e apreciada nos cinco continentes. Possui uma coloração amarelo-dourada à marrom, podendo apresentar veios escuros de ótimo efeito decorativo, como, por exemplo, revestimento de parede.

TIMOs: termo em inglês para Timberland Investment Management Organization. É uma organização que pode ter a função de captador de capital, investidor e gestor de florestas.

Torneado: ato de tornear, lavrar, dar forma a um pedaço de madeira.

Usinado: trabalhado a máquina; feito à máquina.