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Pequenos produtores integrados à cadeia produtiva

Criado: 13 outubro 2015

O Brasil possui 7,74 milhões de hectares de florestas plantadas, responsáveis por benefícios ambientais, como a preservação de mata nativa e sequestro de carbono, e também por prover a matéria-prima necessária para diferentes segmentos industriais, como papel e celulose, painéis de madeira e pisos laminados. Qualquer menção a essa extensão de área remete logo às plantações de grandes empresas que fazem parte do setor, mas poucos sabem da relevante participação dos pequenos produtores. Juntos, os fomentados respondem pela segunda maior área de árvores plantadas do país e, além de contribuir para o suprimento de madeira do setor, também colaboram no desenvolvimento das comunidades rurais em que estão inseridos.

O envolvimento destes produtores é um instrumento estratégico que vem crescendo no setor e será fundamental para elevar a área de árvores plantadas no Brasil e manter o setor entre os líderes mundiais em produtividade e mitigação das mudanças climáticas.

Por meio desses programas, as empresas estabelecem parcerias de longo prazo com pequenos produtores, o que permite que eles participem da sua cadeia produtiva, fornecendo madeira de árvores plantadas em suas propriedades e, muitas vezes, desenvolvendo outras atividades agrosilvopastoris que reforçam a renda familiar. Amplia-se a base florestal no raio econômico de transporte para suprir a demanda de matéria-prima para as indústrias, desenvolve-se uma atividade complementar na propriedade rural e também viabiliza-se o aproveitamento de áreas degradadas, improdutivas, subutilizadas e inadequadas à agropecuária.

Os proprietários independentes e fomentados respondem por 26,8% do total da área de árvores plantadas no Brasil e investem em plantios florestais como fonte de renda a partir da comercialização da madeira in natura. Eles ocupam a segunda posição no ranking nacional, atrás apenas das empresas do segmento de papel e celulose, que respondem por 34% da área total de árvores plantadas.

Ao fixar milhares de pessoas no campo, os programas de fomento também diversificam atividades locais, geram emprego e renda e contribuem no desenvolvimento das comunidades nas quais os plantios e as unidades industriais estão inseridos.

A integração dos pequenos e médios produtores rurais à cadeia produtiva movimenta a economia local. Apenas em 2014, os investimentos em programas de responsabilidade social e ambiental realizados pelas empresas do setor totalizaram cerca de R$ 177 milhões e beneficiaram aproximadamente dois milhões de pessoas. Do total de investimentos feitos no ano passado, R$ 96 milhões foram destinados ao fomento, principalmente em ações como treinamento, fornecimento de mudas e insumos, além de assistência técnica. No total, foram 17,8 mil famílias beneficiadas por programas de fomento em 2014, enquanto a área de árvores plantadas para esses programas somou 519 mil hectares.

Além disso, as empresas associadas à Ibá mantêm práticas que procuram assegurar saúde, educação, cultura e qualidade de vida aos colaboradores do setor, prestadores de serviços e membros da comunidade.

O número de pessoas beneficiadas vem aumentando a cada ano, e deve continuar crescendo à medida que a importância da atividade florestal ganhar ainda mais relevância por conta dos compromissos do Brasil com a redução dos gases de efeito estufa. As árvores plantadas terão papel de destaque e, com o crescimento do setor, será possível incrementar a participação dos pequenos e médios produtores na cadeia produtiva, valorizando o desenvolvimento regional sustentável, a partir do cultivo florestal como alternativa econômica e ambientalmente viável. Dessa forma, municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nos quais o setor atua, terão novas oportunidades de trabalho e geração de riqueza.

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